Notícia


Nutricionista apresenta a primeira dieta cardioprotetora brasileira

27/10/2016



   Uma dieta cardioprotetora, acessível à população brasileira e que respeita as diferenças regionais do Brasil foi o tema da conferência da nutricionista Bernardete Weber, Superintendente do HCor, de São Paulo, no período da tarde de hoje (27/10). O programa alimentar é inédito no Brasil e está sendo desenvolvido pelo HCor, em parceria com o Ministério da Saúde. É realizado com 2.535 pacientes de todas as regiões do país, sendo a maioria ligada ao SUS. Baseada na dieta mediterrânea, conhecida por ser saudável ao coração, Bernardete explicou que os alimentos são acessíveis à população e que podem ser adaptados aos hábitos alimentares das várias regiões do país. A palestrante esclareceu que o paciente pode comer os alimentos que está acostumado na sua região, mas de uma forma balanceada.

   A nutricionista salientou que a dieta foi dividida em grupos, tendo a bandeira do Brasil como recurso para associar as cores aos alimentos. O grupo verde é composto pelo alimentos considerados os mais cardioprotetores, como frutas, verduras, legumes, feijão, leite e iogurte desnatado. Podem ser consumidos com mais frequência. O grupo amarelo é formado por alimentos que contêm mais energia e carboidratos, como arroz, macarrão, pão, margarinas, óleos e castanhas. Devem ser consumidos de forma moderada. Já o grupo azul possui mais gordura saturada, colesterol e sódio, como carnes vermelhas, ovos, manteiga e queijos. Necessita mais cuidado e consumo em menor quantidade. Além desses três, há o grupo vermelho, que devido a faixas calóricas, os pacientes são orientados a não consumir, como produtos congelados, desidratados, em pó, biscoitos, refrigerantes.

   Bernardete aponta que o grupo que trabalhou neste projeto, estudou as receitas das dietas e fez os registros em um livro: Receitas Cardioprotetoras, distribuído entre os pacientes e acessível aos profissionais que atuam no SUS. Ela destacou, ainda, um trabalho realizado pelas equipes e que tem gerado ótimos resultados: são os contatos telefônicos, monitorando os pacientes. Estes elogiam muito o retorno e se sentem incluídos no processo, evidenciou a palestrante.

   Ela afirmou que o Programa Alimentar Cardioprotetor demonstra ser tão eficaz quanto à orientação usual já consolidada na prática clínica. “Pode ser uma alternativa para pacientes em prevenção secundária.”

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